Comerciais
Ford aumenta autonomia da E-Transit
A Ford aumentou a autonomia da Transit Elétrica com um novo conjunto de baterias e iniciará as entregas aos clientes em 2025.

Esta nova bateria aumenta a autonomia do grande furgão elétrico mais vendido na Europa para 402 km, o que representa um aumento significativo de 28% em relação ao modelo anterior. A Ford afirma que concebeu o modelo de gama alargada para frotas que operam em regiões rurais, climas mais frios e perto de rotas com muita condução em autoestrada.
Os compradores não só poderão desfrutar de uma maior autonomia com o novo E-Transit, como também de um carregamento mais rápido. A capacidade de carga CA do modelo foi aumentada de 11 kW para 22 kW, permitindo que a carrinha carregue totalmente em menos de seis horas. As capacidades de carregamento rápido DC da carrinha também foram aumentadas de 115 kW para 180 kW, o que significa que um carregamento de 10 minutos pode acrescentar até 116 km de autonomia. Carregar a bateria de 10-80% também demora apenas 28 minutos.

A Ford instalou ainda uma bomba de calor de série que promete aquecer o habitáculo de forma mais eficiente em condições de frio.
A E-Transit vem com todas as outras caraterísticas do resto da gama 2024. Isso inclui um modem 5G, atualizações de software sem fio, um assistente de IA integrado Alexa e a tecnologia Delivery Assist que afirma ajudar a economizar até 20 segundos por parada.
Ao todo, existem 19 variantes E-Transit à escolha, incluindo furgões e variantes de chassis-cabina. O sistema Ford Pro Power Onboard também pode ser instalado, permitindo que 2,3 kW de energia da bateria sejam utilizados para alimentar ferramentas e outros equipamentos. Para 2024, a Ford introduziu também intervalos de manutenção de dois anos/distância ilimitada.
Comerciais
Primeiro camião elétrico dos CTT é um eCanter
Os CTT, Correios de Portugal, iniciaram a operação do seu primeiro veículo pesado de mercadorias 100% elétrico na região Norte (Grande Porto), reforçando o compromisso da empresa com a descarbonização da sua atividade logística e marcando um novo avanço na estratégia de transição energética da empresa.
Com uma autonomia aproximada de 200 km, o veículo está, nesta fase inicial, a efetuar serviço na zona da cidade do Porto, assegurando o seu abastecimento. Atualmente realiza cinco percursos semanais de 92 km, estando previsto, para breve, que comece a operar também na zona de Ovar.
“A integração deste pesado de mercadorias 100% elétrico na frota dos CTT representa um passo na modernização dos nossos veículos e um contributo concreto para a redução da nossa pegada carbónica. Estamos a alinhar a renovação da frota com critérios de eficiência e sustentabilidade a longo prazo, assegurando simultaneamente elevados padrões de segurança e maior conforto para as equipas que estão no terreno.
Esta viatura permite-nos testar, em contexto real, novos modelos operacionais, otimizar rotas e preparar de forma progressiva a expansão da eletrificação da nossa frota, garantindo desempenho, fiabilidade e responsabilidade ambiental”, destaca o Gestor de Frota dos CTT, José Coelho.
Além da introdução deste veículo pesado elétrico – que deverá permitir uma redução de cerca de 7 toneladas de CO₂ até ao final do ano -, os CTT irão integrar, ao longo dos próximos meses, 26 pesados de mercadorias movidos a HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) – um biocombustível 100% renovável e sustentável, produzido a partir de resíduos como óleos alimentares usados e gorduras animais. Esta aposta reforça a estratégia de descarbonização da empresa, uma vez que o HVO é um combustível renovável que permite reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa face ao gasóleo convencional.
Com esta iniciativa, os CTT dão mais um passo firme no seu compromisso ambiental, promovendo soluções de transporte sustentáveis e consolidando a transição energética em toda a cadeia logística.
Legislação
Respeitar a faixa de BUS
Apesar das alterações recentes no Código da Estrada em relação à faixa de BUS, conduzir na mesma não sendo um transporte público ou um motociclo é uma infração grave.
As mudanças na realidade rodoviária no nosso país nos últimos anos tem levado a uma degradação do comportamento na estrada, especialmente em ambiente urbano e é já corriqueiro assistir ao desrespeito dos semáforos, ao atropelo das prioridades num cruzamento e também à utilização da faixa de BUS de forma indevida.
De acordo com o Código da Estrada, a faixa de BUS destina-se apenas à circulação de transportes públicos, como autocarros, táxis, veículos prioritários e depois de 2025 também os motociclos passaram a poder circular na faixa de BUS. De referir que os TVDE não se incluem no grupo de veículos autorizados a circular nesta faixa, eles têm o mesmo estatuto dos veículos “normais”.
Ao circular indevidamente na faixa de BUS vai estar a condicionar o normal fluxo dos transportes públicos e a subverter o princípio que serviu de base à criação do conceito de faixa de BUS que é garantir a melhor fluidez dos transportes públicos mesmo nas horas mais complicadas do trânsito nas cidades. Por isso, circular na faixa de BUS de forma indevida é considerada uma infração grave punível com multa entre os 60€ e os 300€ e ainda a possível retirada de até dois pontos na carta de condução ou até inibição de condução por um período entre um mês a um ano.
Há, naturalmente, situações pontuais específicas em que a faixa de BUS pode ser momentaneamente utilizada, como para mudar de direção, entrar num parque de estacionamento ou garagem, para evitar perigos evidentes, ou se houver sinalização contrária, como no caso de haver obras na estrada, por exemplo.
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