Comerciais
Nova Renault Master tem versão elétrica com 410 km de autonomia
A Renault mostrou a quarta geração da Master, icónico furgão que comemora 43 anos e do qual já foram vendidas mais de 3 milhões de unidades, até porque se comercializa em mais de 50 países.

A Master estreia uma plataforma multienergias que permite oferecer ao mercado versões a gasóleo, elétricas e a hidrogénio, estas últimas em parceria com a HYVIA.
Agora há motores Diesel Blue dCi de 105 a 170 cv (reduzindo substancialmente as emissões de CO2 e os consumos), motores elétricos de 96 ou 105 kW e baterias de 40 ou 87 kWh, que proporcionam mais de 410 km de autonomia WLTP, além de uma versão a hidrogénio. A caixa automática é nova e disponibiliza 9 relações.

Oferece possibilidades de carregamento Vehicle-to-Grid (V2G) e Vehicle-to-Load (V2L) nas versões elétricas, seja diretamente a partir da bateria ou através de tomadas no habitáculo ou na área de carga, para alimentar dispositivos.
O interior foi totalmente redesenhado e estreia um tablier em S virado para o condutor. Estreia um sistema multimédia OpenR Link, o ecrã de 10 polegadas, a compatibilidade sem fios com Android Auto e Apple CarPlay, e a ligação à distância através da aplicação My Renault são de série em todos os modelos da gama; estão ainda disponíveis como opcionais o ultramoderno OpenR Link com as funcionalidades Google integradas (mais de 50 aplicações Google Play, navegação HD Google Maps e interação natural por voz com o Google Assistant), vários outros serviços conectados e carregadores sem fio de smartphones.

Permite uma escolha de mais de 40 tipos de carroçarias feitas diretamente em fábrica e possibilidades de transformação ilimitadas, maiores cargas úteis (até 1625 kg com tração dianteira), áreas de carga de 11 a 22 metros cúbicos com tração dianteira ou traseira e maior largura e comprimento de carga, os melhores da sua classe.
Vai estar à venda a partir da primavera de 2024.
Comerciais
Volkswagen ID. Buzz Cargo recebe versão mista de cinco lugares
O Volkswagen ID. Buzz Cargo passa a estar disponível numa nova versão mista de cinco lugares (2+3), graças à introdução de uma divisória fixa entre a cabina e o compartimento de carga. Esta solução está disponível tanto na versão de chassis curto como longo, alargando a versatilidade do modelo elétrico da marca alemã..
A nova configuração foi desenvolvida em parceria com a empresa dos Países Baixos Spoeks Automotive e permite conjugar, de forma eficiente, o transporte de passageiros e de carga. A divisória pode ser selecionada diretamente no configurador do modelo e é instalada de fábrica, imediatamente atrás da segunda fila de bancos.
Com esta solução, o compartimento de carga fica completamente separado da cabina, podendo ser utilizado de forma semelhante à versão Cargo tradicional, incluindo a possibilidade de carregar até ao tejadilho.

De acordo com a marca alemã, uma das principais vantagens é o isolamento eficaz da sujidade e do ruído, que deixam de se propagar para a zona dos passageiros. A divisória integra ainda um óculo, assegurando a visibilidade traseira.
Outro benefício apontado prende-se com a maior eficiência do sistema de climatização, já que o volume a aquecer ou arrefecer no habitáculo é reduzido, contribuindo para um melhor conforto térmico e potencial poupança energética.
A divisória produzida pela Spoeks Automotive é fabricada em Compex, um material compósito leve, resistente e com acabamento suave de elevada qualidade. Na face dianteira, do lado do compartimento de carga, encontra-se um espaço aberto destinado à arrumação do cabo de carregamento.
A Volkswagen garante que a instalação desta divisória não interfere com os cintos de segurança nem com os airbags laterais, mantendo intactos os padrões de segurança do modelo. A opção está disponível para ambas as variantes de carroçaria e, no mercado alemão, tem um preço de 1.856 euros.
Comerciais
UE enfrenta falta de 500 mil condutores profissionais do volante
A União Europeia enfrenta uma escassez estrutural de cerca de meio milhão de postos de trabalho por preencher entre condutores profissionais de camiões e autocarros.
Esta situação crítica levou a Comissão Europeia a encomendar um estudo à Organização Internacional do Transporte Rodoviário (IRU), que valida a contratação regulada de condutores extracomunitários como uma medida complementar essencial para mitigar o problema.
A análise revela que os percursos para integrar condutores provenientes de países terceiros variam significativamente entre os Estados-Membros. Os processos combinam diretivas europeias com regulamentações nacionais, originando duplicações administrativas. Em consequência, os trâmites podem prolongar-se entre seis e doze meses, com custos que podem atingir 20 mil euros por condutor.
Existem ainda estrangulamentos críticos em duas áreas fundamentais. Em primeiro lugar, a carta de condução necessita de ser trocada por uma licença da UE, podendo implicar exames adicionais. Em segundo lugar, a qualificação profissional (CAP/CPC) obtida fora da UE não é reconhecida, obrigando à realização da formação inicial completa no Estado-Membro de acolhimento, incluindo uma residência mínima de 185 dias.
A Espanha destaca-se positivamente no estudo por permitir o acesso através de visto de estudante para a realização da formação CAP, facilitando significativamente o percurso quando comparado com outras vias administrativas. É igualmente valorizada a coordenação formal entre ministérios, concretizada através de um protocolo de cooperação assinado em 2023.
A Polónia recebe também reconhecimento pelo seu sistema ágil. Concretamente, cidadãos da Ucrânia, Bielorrússia, Arménia, Geórgia e Moldávia podem trabalhar durante dois anos mediante uma declaração escrita registada, em substituição do tradicional visto de trabalho.
O estudo propõe a simplificação e harmonização dos percursos administrativos entre os Estados-Membros, bem como a implementação de vias rápidas (fast track) sem comprometer os padrões de segurança. Defende ainda o desenvolvimento de projetos-piloto no âmbito da iniciativa SDM4EU, promovida pela IRU, que transforma a análise política em esquemas operacionais reais, garantindo uma mobilidade de condutores segura e regulada.
Ramón Valdivia, vice-presidente executivo da ASTIC e membro do Comité Executivo da IRU, sublinha que “esta publicação representa um apoio institucional a uma tese que temos defendido há anos”. Em síntese, a contratação corretamente gerida de condutores de países terceiros consolida-se como uma ferramenta complementar fundamental para enfrentar a escassez estrutural, tanto em Espanha como no conjunto da União Europeia.
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