Comerciais
Iveco inaugura fábrica dedicada à produção de motores elétricos
A FPT Industrial, marca global de unidades mecânicas do Iveco Group, inaugurou hoje a sua nova ePowertrain em Turim (Itália), uma fábrica totalmente dedicada à produção da gama de motorizações elétricas e a primeira fábrica totalmente neutra em carbono do Grupo.

Cobrindo uma área total de 15.000 metros quadrados, a fábrica gera a própria energia de que necessita com recurso a painéis solares e a outras tecnologias inovadoras nas áreas de energia fotovoltaica e eólica, adquirindo a energia adicional a partir de fontes renováveis e comprando créditos de carbono para compensar, na totalidade, as suas emissões de CO2. Na mesma inclui-se um espaço interior com 6.000 metros quadrados, no qual foram plantadas 100 plantas resistentes à seca, num incremento ao nível da uma absorção adicional de CO2 de aproximadamente 7 toneladas por ano.

Na sua capacidade máxima, a fábrica empregará cerca de 200 pessoas na produção de mais de 20.000 eixos elétricos e mais de 20.000 baterias por ano. Os eixos elétricos vão equipar veículos pesados como o camião Nikola Tre, enquanto as caixas de transferência elétrica e baterias compactas serão instaladas em veículos comerciais ligeiros e miniautocarros, como a nova IVECO eDAILY. Ambos com emissões zero, estes dois veículos foram apresentados há cerca um mês na feira de transportes “IAA 2022” em Hannover, Alemanha.
A adoção de tecnologias Industry 4.0 – incluindo armazéns altamente automatizados, realidade aumentada e virtual, sensores inteligentes, scanners 3D para medições ao nível de metrologia, simuladores de realidade 3D, robôs cooperativos e câmaras de imagem térmica – garantirá melhorias em termos de segurança, sustentabilidade, qualidade, produtividade e gestão logística.
Comerciais
IVECO apresenta serviço para recuperar veículos roubados
A IVECO apresentou o Stolen Vehicle Assistance, um serviço inovador desenvolvido para recuperar veículos comerciais roubados no menor tempo possível. Integrada no ecossistema digital IVECO ON, esta solução liga-se diretamente a um centro de segurança disponível 24 horas por dia, reforçando a proteção das frotas.
Num contexto em que o roubo de veículos comerciais tem vindo a aumentar — com um risco significativamente superior ao dos automóveis ligeiros —, a marca aposta numa abordagem preventiva e tecnológica. Para empresas e profissionais, a perda de um veículo como a IVECO Daily representa não só um problema de segurança, mas também interrupções operacionais e custos inesperados.

O novo sistema utiliza inteligência artificial para detetar comportamentos suspeitos e recorre a tecnologia de geofencing, que permite definir perímetros de segurança virtuais. Sempre que é identificado um risco, o sistema ativa automaticamente um protocolo de resposta, coordenado por um centro de segurança em parceria com a Targa Telematics, em articulação com as autoridades europeias.
Segundo a marca, este modelo permite alcançar taxas de recuperação que podem chegar aos 90%, reduzindo significativamente os tempos de inatividade e o impacto financeiro associado ao roubo. Os utilizadores mantêm ainda controlo total através da plataforma digital ou aplicação móvel dedicada.
Espanha é o primeiro mercado a receber esta tecnologia, estando prevista a sua expansão gradual para outros países europeus. Com esta solução, a IVECO reforça a aposta em serviços digitais avançados, combinando conectividade e segurança para apoiar a continuidade das operações no setor do transporte profissional
Comerciais
Portagens para camiões na UE passam a depender das emissões de CO₂ já este ano
A partir de 1 de julho de 2026, alguns países da União Europeia começarão a calcular as portagens para camiões tendo em conta as emissões de CO₂ dos veículos. A medida faz parte da revisão da Diretiva Eurovinheta, que regula a forma como os Estados-Membros podem estruturar os sistemas de portagem para o transporte rodoviário de mercadorias.
Com esta alteração, o custo de utilização de determinadas infraestruturas passará a variar de acordo com o nível de emissões de cada veículo pesado. Na prática, o novo sistema reforça o princípio de que quem mais polui paga mais, incentivando a utilização de camiões mais eficientes e com menor impacto ambiental.
A revisão da diretiva introduz definições mais claras para classificar os veículos, incluindo categorias como veículos de emissões zero, veículos pesados de baixas emissões, bem como novos critérios para a trajetória de redução de emissões e para os valores de referência de CO₂. Estas classificações servirão de base para definir as tarifas de portagem aplicadas pelos diferentes países.
O Conselho da União Europeia pretende também harmonizar a aplicação das regras entre os Estados-Membros, propondo calendários mais claros para a introdução de novos grupos de veículos ou para a atualização dos valores de emissões de referência. O objetivo é evitar interpretações diferentes entre países e garantir maior segurança jurídica ao setor do transporte rodoviário.
Outro tema em análise é o dos camiões retroadaptados, ou seja, veículos que recebem melhorias técnicas para reduzir as emissões, como atualizações de software ou modificações mecânicas. Atualmente, mesmo após estas melhorias, os camiões não podem alterar a sua classificação ambiental nos sistemas de portagem. Por isso, o Conselho pediu à Comissão Europeia que estude a possibilidade de rever esta regra, especialmente no caso de veículos elétricos adaptados, num prazo de dois anos.
Durante as negociações foi também analisada uma proposta para reduzir as portagens de camiões que utilizem reboques mais eficientes do ponto de vista ambiental. No entanto, a medida acabou por não ser incluída, devido à complexidade administrativa e técnica que poderia trazer aos sistemas de teleportagem e aos contratos de concessão já existentes.
O próximo passo será a negociação com o Parlamento Europeu, que terá de definir a sua posição sobre a revisão da diretiva. Após esse processo, as instituições europeias deverão acordar o texto final da legislação.
Para o setor do transporte e da logística, esta mudança poderá ter impacto direto nos custos operacionais. Ao mesmo tempo, a nova política pretende incentivar a renovação das frotas e a redução das emissões, transformando as portagens numa ferramenta para acelerar a transição energética no transporte rodoviário pesado.
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