O que é o CAM e o CQM para motoristas de veículos pesados? – Motorguia
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O que é o CAM e o CQM para motoristas de veículos pesados?

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Para o exercício da profissão de motorista de determinados veículos pesados de transporte rodoviário de mercadorias, para além da carta de condução e do cartão de tacógrafo, é obrigatória a carta de qualificação (CQM), a qual é emitida mediante a apresentação do certificado de aptidão para motorista (CAM).


Condições necessárias para a obtenção do CAM:

– Se o motorista tiver obtido a carta de condução após 9 de Setembro de 2008 (de autocarro) ou 9 de Setembro de 2009 (de veículos de mercadorias), o CAM é obtido na hora e no local de um exame, após a sua conclusão com sucesso. Para este exame é obrigatória a frequência de curso de formação inicial, com aproveitamento.
– Se o motorista tiver obtido a sua carta de condução antes de 9 de Setembro de 2008 (de autocarro) ou de 9 de Setembro de 2009 (de veículos de mercadorias) o CAM é obtido mediante formação contínua, com aproveitamento.
– O CAM e a CQM têm a validade de cinco anos, renovável.
A formação é obrigatória e integra as seguintes modalidades:
a) Qualificação inicial comum (FIC), com a duração mínima de 280 horas;
b) Qualificação inicial acelerada (FIA), com a duração mínima de 140 horas;
c) Formação contínua, com a duração mínima de 35 horas.
A formação contínua é obrigatória de 5 em 5 anos e permite:
a) A renovação do CAM;
b) A primeira obtenção do CAM, no caso de titulares de carta de condução das categorias D, D+E e subcategorias D1, D1+E, emitidas até 9 de Setembro de 2008, e titulares de carta de condução das categorias C, C+E e subcategorias C1, C1+E, emitidas até 9 de Setembro de 2009.

Ficam isentos da obrigatoriedade da posse de CAM e da CQM os motoristas dos seguintes veículos:

Cuja velocidade máxima não ultrapasse os 45km/hora;

Ao serviço ou, sob o controlo das Forças Armadas, das Forças de Segurança, do Bombeiros ou da Protecção Civil;

Submetidos a ensaios de estrada para fins de aperfeiçoamento técnico, reparação ou manutenção;

Novos ou transformados que ainda não tenham sido postos em circulação;

Utilizados em situações de emergência ou afectos a emissões de salvamento;

Utilizados nas aulas de condução automóvel, com vista à obtenção da carta de condução ou de CAM;

Com lotação até 14 lugares, incluindo o condutor, utilizados para o transporte não comercial de bens, para fins privados;

Com peso bruto até 7,500 kg utilizados para o transporte não comercial de bens, para fins privados;

Que transportem materiais ou equipamentos para o exercício da profissão do condutor, desde que a condução do veículo não seja a sua atividade principal.

Isenção de obrigação de frequência de formação inicial

Ficam isentos de obrigação de qualificação inicial os seguintes motoristas:

a) Titulares da carta de condução das categorias D, D+E e subcategorias D1, D1+E, emitidas até 9 de Setembro de 2008.

Estes motoristas devem obter a formação contínua e correspondentes CAM e CQM, de acordo com o seguinte calendário:

– Até 10.09.2011, os motoristas que nesta data tenham idade não superior a 30 anos;

– Até 10.09.2012, os motoristas que nesta data tenham idade compreendida entre 31 e 40 anos;

– Até 10.09.2013, os motoristas que nesta data tenham idade compreendida entre 41 e 50 anos;

– Até 10.09.2015, os motoristas que nesta data tenham idade superior a 50 anos.

b) Titulares de carta de condução das categorias C, C+E e subcategorias C1, C1+E, emitidas até 9 de Setembro de 2009.

Estes motoristas devem obter a formação contínua e correspondentes CAM e CQM, obedecendo ao seguinte calendário:

– Até 10.09.2012, os motoristas que nesta data tenham idade não superior a 30 anos;

– Até 10.09.2013, os motoristas que nesta data tenham idade compreendida entre 31 e 40 anos;

– Até 10.09.2014, os motoristas que nesta data tenham idade compreendida entre 41 e 50 anos;

– Até 10.09.2016, os motoristas que nesta data tenham idade superior a 50 anos.

Como obter o CAM

1. No caso de formação inicial, o CAM é emitido na hora, a seguir ao exame.
Taxa: € 80,00 (inclui, em caso de aprovação, a emissão do CAM).
2. No caso de formação contínua, deve apresentar os seguintes documentos:
• Requerimento;
• Certificado de frequência, com aproveitamento, da formação contínua;
• Fotocópia do BI;
• Fotocópia do cartão NIF.
Taxa: € 30,00
Como obter a CQM
Na posse do CAM, o seu titular deve solicitar a emissão da CQM.
Procedimentos
Os documentos são entregues nos Serviços Regionais do IMT.
Taxa: € 30,00

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Notícias

Coronavírus leva ao cancelamento do Salão de Genebra

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A organização do Salão Internacional do Automóvel de Genebra anunciou o cancelamento da edição deste ano que começaria já na próxima semana.



Esta decisão vem na sequência da proibição por parte do governo suíço da realização de eventos que reúnam mais de mil pessoas. Esta é uma medida preventiva que surge após a confirmação do primeiro caso de uma pessoa contaminada com o vírus COVID-19 na Suíça.

Maurice Turrettini, Chairman da organização do salão lamenta profundamente a situação, reforçando no entanto que “a saúde de todos os visitantes e expositores é a prioridade máxima. Estamos perante um caso de força maior e uma tremenda perda para os construtores que investiram de forma massiva na sua presença em Genebra. No entanto estamos convictos que eles entendem a nossa posição”.

Esta que seria a 90ª edição de um dos mais conceituados certames do mundo motorizado foi cancelada e não adiada e como tal todos os visitantes que já haviam comprado bilhetes serão ressarcidos.

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Range Rover Evoque (2011-…)

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O lançamento do Range Rover Evoque marcou a entrada da marca britânica num segmento onde até então não tinha propostas e fê-lo da melhor forma com um modelo com umas linhas apelativas, repleto de charme e com um ar premium que rapidamente conquistou os corações de muitos.

Com um design aprimorado que se estende ao interior, o Evoque é um daqueles modelos que dá gosto quando se está ao volante. A posição de condução é boa e o ambiente a bordo convence. Contudo, para quem viaje atrás o cenário muda um pouco de figura pois as suas linhas exteriores não perdoam e acabam por comprometer algum do espaço disponível para a cabeça, ombros e pernas.

Fácil de conduzir, apesar da visibilidade traseira ser reduzida, este Range Rover Evoque sofre um pouco quando circula em mau piso já que a sua suspensão não é das mais suaves e se a isso acrescentarmos umas jantes de maiores dimensões então o conjunto é ainda menos eficaz a processar as irregularidades. Em compensação revela um comportamento dinâmico muito eficaz com uma boa direção precisa e informativa.

Apesar do seu ar refinado, o Evoque não teme sair do asfalto e, considerando o segmento em que se insere, ele porta-se muito bem nesse tipo de ambientes mais fora de estrada o que o faz marcar pontos na versatilidade de utilizações. Como foi um modelo bastante vendido não será difícil encontrá-lo no mercado de usados, mas não se esperem pechinchas pois o seu estatuto premium faz dele um modelo que não desvaloriza muito.

Motores

Como seria de esperar as versões Diesel dominaram as vendas, mas ainda assim o Evoque inclui na sua gama os motores a gasolina 2.0 GTDi de 177 cv e 2.0 SI4 de 240 cv.

As propostas a gasóleo incluem o 2.2 TD4 com 150 cv e os 2.0 ED4 e 2.0 SD4 com 150 e 180 cv respetivamente. Qualquer uma destas unidades de dois litros revela consumos muito comedidos e umas boas prestações.

Principais avarias e problemas

Registaram-se casos de algumas fugas de óleo nos motores Diesel e no caso dos modelos com tração integral a caixa sofre de alguns problemas provocados pelo desgaste prematuro dos rolamentos.

A nível da eletrónica o Evoque não é isento de falhas e o comando da caixa de velocidades pode recusar-se a sair da sua posição recolhida quando se liga o Evoque. Também revela falhas na deteção da chave mãos livres e os sensores da pressão dos pneus também podem deixar e funcionar.

O sistema start & stop também pode deixar de funcionar obrigando a uma ida à oficina para ser reprogramado.

Range Rover Evoque (2011-...)
7.2 Avaliação
0 Utilizadores (0 Votos)
Pros
Estética
Versatilidade
Comportamento dinâmico
Contras
Conforto
Visibilidade traseira
Habitabilidade traseira
Fiabilidade6.5
Custos de manutenção6
Desvalorização8
Qualidade dos materais7.5
Habitabilidade e bagageira7
Segurança7.5
Conforto7.5
Consumo combustível7
Comportamento dinâmico7.5
Performance7.5
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Citroën C4 Cactus (2014 -…)

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O Cactus é uma criação da Citroen que resultou em pleno, muito por culpa da gama de motores e preços acessíveis. De todos os Citroen é dos que melhor resiste à desvalorização.

A marca francesa tem procurado de muitas forma criar um estilo diferente para os seus carros. Na maioria das vezes sem sucesso, mesmo quando tenta recuperar o saudosismo de modelos icónicos da sua história com projetos contemporâneos como o 2CV ou o Mehari.

No caso do Cactus o sucesso foi imediato. A fórmula meio SUV, meio utilitário, caiu bem nas preferências do mercado mais jovem e a marca chegou a ter listas de espera prolongadas para este modelo.

Este pequeno SUV de quatro portas não é um primor em construção (o Renault Captur é bem melhor nesse capítulo) e a sua gama de motores é um pouco reduzida. A suspensão não é uma referência enquanto membro da família Citroen porque é demasiado saltitante em mau piso a filtragem não é das melhores.

O habitáculo tem o espaço de um utilitário, a bagageira suficiente e o equipamento essencial com o touchscreen muito básico mas funcional. Para o trânsito citadino os “airbumpers” (almofadas das portas laterais) são uma defesa contra as batidas de portas nos centros comerciais ou nos estacionamentos em espinha. A Citroen pensou este carro para uma utilização urbana e estas proteções são o melhor exemplo.

Em 2017 o Catus foi modificado e surgiu uma mistura estranha de Cactus com C4 normal, em que mais uma vez a Citroen voltou a errar. O atual Cactus perdeu a essência inicial, está muito mais aburguesado e mais caro e em consequência perdeu clientes e o interesse do mercado, em especial os clientes que queriam um carro engraçado no estilo e barato na utilização e na aquisição. Quer isto dizer que a Citroen matou um dos seus melhores modelos, esquecendo uma velha máxima: em equipa que ganha não se mexe.

Se puder comprar usado, compre o da primeira geração.

Motores

A gama de motores a gasolina inclui os 1.2 PureTech de 75, 82, 110 e 130 cv cv, sendo que em Portugal foram vendidos os de 82 e 110cv. Este motor é muito possante e fiável e garante uma excelente relação entre performance e consumos.

Na oferta de motores a gasóleo está o bloco de 1,6 litros da família BlueHDI com potências de 90 e 100 cv.

Em ambos os tipos de motores a gestão está a carga da caixa manual de cinco velocidades e da caixa automática ETG também com seis velocidades.

Principais problemas e avarias

Não foram registadas avarias preocupantes com o Cactus. Nos motores 1.2 PureTech de 82 cv os problemas centraram-se no catalisador e fugas de óleo ao nível da embraiagem após 2015. No motor PureTech de 100 cv as bobinas também revelaram problemas.

O motor 1.6 e-HDI registaram problemas nos injetores e nas válvulas EGR logo nos primeiros modelos produzidos durante 2014. O motor 1.6 BlueHDI teve fugas de combustível do depósito e a bomba de injeção do AdBlue com defeito teve de ser substituída.

Os problemas com o FAP (Filtro de partículas), para quem faz percursos curtos manteve-se neste modelo à imagem de outros da gama Citroen.

Foram verificados algumas disfunções pontuais nas caixas ETG6.

Na parte eletrónica o ecrã touchscreen foi a maior dor de cabeça dos concessionários da Citroen com o GPS a ajudar bastante.

Citroën C4 Cactus (2014 -…)
7.5 Avaliação
0 Utilizadores (0 Votos)
Pros
Custos de utilização
Motores 1.2 a gasolina
Estilo atraente
Contras
Suspensão
Direção sem regulação
Funcionamento ecrã touchscreen
Fiabilidade7
Custos de manutenção8
Desvalorização8
Qualidade dos materais6.5
Habitabilidade e bagageira7
Segurança7.5
Conforto7
Consumo combustível8
Comportamento dinâmico8
Performance7.5
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