A sangria vai começar já esta semana, com a saída de 2.300 funcionários nos Estados Unidos da América.
A Ford está a avançar com o seu processo de reestruturação para reduzir custos e adaptar-se aos novos tempos na indústria automóvel. Numa missiva enviada aos seus funcionários, o CEO da Ford, Jim Hackett, anunciou que o próximo passo começa hoje mesmo, dia 21 de maio, num processo que terminará com o despedimento de cerca de 7.000 funcionários em todo o mundo, excluindo os operários das fábricas. Isto quer dizer que a redução será na ordem dos 10% de todos os funcionários.
O ano de 2018 não foi espetacular para Ford, mas também não foi um terror. As vendas nos Estados Unidos caíram cerca de 3,5 por cento, tendo havido também uma quebra nas receitas. Ainda assim, a marca da oval azul conseguiu registar lucros de 3,7 mil milhões de dólares e, por isso, dividir bónus pelos seus quadros mais altos. O CEO da Ford, que agora quer despedir 7.000 funcionários, levou para casa um prémio de 17,8 milhões de dólares.



