Costuma dizer-se que o “que não lembra ao diabo, lembra às crianças” e esta situação de uma criança de 10 anos conduzir um carro até casa vem, de certa forma, dar razão a esse dito popular. Contudo esta ocorrência tem uma explicação e um volte face inesperado.
Tudo aconteceu no passado dia 14 de novembro no estado do Tennessee, nos Estados Unidos, na localidade de Mt. Juliet quando uma mulher ligou para o número de emergência 911 a reportar que o seu carro havia sido roubado no parque de estacionamento de uma escola onde ela tinha ido entregar um trabalho. A polícia foi ao local e de imediato analisou as imagens de videovigilância do parque e os agentes constataram que ninguém se tinha aproximado do carro e este “de repente” começou a andar e saiu do parque “sozinho”. Na realidade mulher em causa havia deixado o carro no parque a trabalhar com o seu filho de 10 anos no interior e foi este que decidiu voltar para casa ao volante do carro. Segundo consta, os dois tinham tido uma discussão antes da mãe estacionar no parque e a criança decidiu “inverter os papéis” habituais de pais e filhos nos trajetos para a escola e foi ele que deixou a mãe na escola e voltou para casa e não o contrário, que seria o normal.
A história poderia ter ficado por aqui, com um grande susto para a mãe e uma criança que pela sua idade não poderia responsabilizada e apenas sinalizada para o Department of Children’s Services que então assumiria o caso, mas não. A história ficou mais complicada quando a polícia calculou que a criança tinha ido para casa e foram à sua procura no domicílio da família, onde encontraram o pai muito baralhado pelo filho ter vindo para casa sem a mãe. O problema é que o pai tinha um mandato de detenção por furto de propriedade e fraude eletrónica em Nashville e por isso a policia deteve-o. Ou seja, o “delito” do filho provocou a queixa da mãe que levou a polícia a prender o pai. Confuso? Garantidamente, mas é um daqueles casos em que a realidade supera a ficção.



