A Renault revelou o Emblème, um concept que mostra o que poderá vir a ser o futuro dos modelos da marca gaulesa e que utiliza uma solução motriz elétrica alimentada por uma bateria e também por uma célula de combustível a hidrogénio.
Com a revelação ao público marcada para o Salão Automóvel de Paris que arranca na próxima semana, este Emblème nasce do trabalho entre a Renault e a divisão de veículos elétricos Ampere e nele podem ver-se algumas inspirações estilísticas para os futuros modelos da marca francesa.
Contudo é o seu sistema motriz que mostra o possível caminho que a Renault fará em direção à descarbonização total prevista para 2040 na Europa e para 2050 para o resto do mundo. Assim, este Emblème utiliza um motor elétrico com 217 cv de potência alimentado tanto por uma bateria com 40 kWh de capacidade, recarregável, como por uma célula de combustível de 30 kW a hidrogénio. Esta solução com dois tipos de alimentação do motor elétrico permite que em cidade e nas curtas distâncias seja a bateria a alimentar o motor, enquanto que nos percursos mais longos é a célula de combustível a hidrogénio que fica encarregue dessa tarefa.
O Emblème utiliza a mesma plataforma do Mégane e do Scénic elétricos, a AmpR Medium, e a marca assegura que numa viagem de 1000 quilómetros este modelo demorará sensivelmente o mesmo tempo que um modelo a combustão. Isto levando em linha de conta que o Emblème tem uma autonomia de 350 quilómetros apenas utilizando o hidrogénio, que o depósito do mesmo tem uma capacidade 2,8 quilos e que só demora cinco minutos a reabastecer. Sendo assim, deverão ser contabilizadas duas paragens aproximadamente numa viagem deste tipo.





