Comerciais
“Camião Bala” da Kenworth é a hidrogénio e está pronto
A Kenworth apresentou o seu SuperTruck 2. É o mais recente de uma série de semi-reboques ecológicos criados no âmbito de um programa do Departamento de Energia.

Mais parecido com um comboio-bala do que com um semi-reboque, o Kenworth SuperTruck 2 “ultrapassa os limites da redução da resistência aerodinâmica”. Como parte deste esforço, o modelo tem um estilo aerodinâmico e rodas totalmente fechadas. Também tem espelhos laterais digitais que não só reduzem o arrasto, como também ajudam a melhorar a visibilidade.
O modelo também possui uma suspensão variável, que pode ajustar a altura de condução para otimizar o espaço livre ou a aerodinâmica.

O estilo futurista continua no interior, com um banco do condutor central e um painel de instrumentos digital de 15 polegadas. Este último promete fornecer notificações avançadas ao condutor, um layout configurável e menus de fácil utilização.
Atrás do cockpit encontra-se uma área de dormir com uma cama que se dobra sobre um sofá. A estes juntam-se uma mesa móvel e saídas de ar traseiras.
A potência é fornecida por um motor PACCAR MX-11, que produz 446 CV e inclui um sistema híbrido moderado de 48V que utiliza baterias de iões de lítio de última geração. Este último permitiu que o camião fosse equipado com ventiladores elétricos e direção elétrica, bem como bombas elétricas para o líquido de arrefecimento e o ar condicionado. Todos estes elementos eram anteriormente acionados mecanicamente.

Para além de ajudar a melhorar a eficiência, o sistema híbrido permite o “alojamento” durante a noite com o motor desligado. Isto poderia ajudar a reduzir significativamente as emissões, uma vez que os condutores de camiões não precisariam de manter os seus veículos em funcionamento enquanto dormem. Para além de um motor mais eficiente, o SuperTruck 2 e o seu reboque são surpreendentemente leves. Como a Kenworth explicou, o trator e o reboque pesam, em conjunto, 11.839 kg, o que representa menos 3.221 kg do que uma configuração típica.
Para ajudar a reduzir a massa, foram equipados dez pneus conceptuais que reduzem 161 kg de peso e têm uma resistência ao rolamento extremamente baixa. O motor mais eficiente também permitiu a utilização de um depósito de combustível mais pequeno, de 303 litros, que poupa peso e mantém a autonomia inalterada.

A Kenworth tinha como objetivo uma melhoria de 100% na eficiência do transporte de mercadorias em relação ao T660 de 2009, que era “indiscutivelmente o camião mais eficiente em termos de combustível na indústria” na altura, e acabou por ultrapassar esse objetivo ao atingir uma melhoria de 136%. O modelo também apresenta uma melhoria na eficiência de combustível de até 4% e uma redução de 48% no arrasto.
Embora o SuperTruck 2 seja movido a gasóleo, a marca afirmou que foi concebido para acomodar células de combustível, depósitos de hidrogénio, depósitos de gás natural ou baterias sem alterar a cabina básica.
Comerciais
Farizon reforça presença em Portugal com mais um furgão elétrico
A Farizon entrou no segmento dos comerciais ligeiros elétricos com a V7E, um furgão desenvolvido de raiz para operação profissional e que começa agora a ser distribuído em mercados europeus como o português. A apresentação decorreu no ECar Show, onde o modelo foi mostrado como uma aposta direta no espaço em rápida transição entre motores a combustão e soluções elétricas para frotas.

Mais do que um produto de imagem, a V7E posiciona-se como uma proposta orientada para o cálculo frio do custo de utilização. A versão Max Range recorre a uma bateria de 67 kWh e assenta na plataforma elétrica dedicada GXA-M, do tipo “skateboard”, onde bateria e componentes estruturais são integrados de forma a libertar espaço útil de carga. O resultado é um furgão compacto no exterior — com cerca de 5 metros de comprimento, mas com um volume de carga que chega aos 6,95 m³, um valor competitivo face ao padrão do segmento.
A aposta da marca segue uma lógica clara: maximizar eficiência operacional. Com uma carga útil até 1.243 kg e uma altura de plataforma reduzida, o modelo foi pensado para facilitar operações de distribuição urbana e logística de última milha. As portas traseiras com abertura até 270 graus e a configuração interior reforçam essa vocação funcional, mais do que qualquer ambição de conforto ou refinamento.
Em termos de autonomia, a versão equipada com bateria LFP de 66,7 kWh anuncia até 475 km em ciclo urbano WLTP, embora esse valor dependa fortemente do tipo de utilização. O carregamento rápido em corrente contínua, até 97 kW, permite recuperar 20 a 80% da bateria em cerca de 18 minutos, um dado relevante para operações com tempo de paragem reduzido.

No interior, a V7E adota a linguagem típica dos comerciais modernos: digitalização funcional e sem excessos. O modelo inclui um ecrã central de 12,3 polegadas, painel de instrumentos digital e compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay, além de um conjunto de 18 sistemas de assistência à condução, posicionando-se no nível 2 de autonomia assistida.
A Farizon, marca do universo Geely, reforça assim a sua presença no mercado europeu de veículos comerciais elétricos com um produto claramente orientado para o custo total de propriedade. Em Portugal, a V7E chega já com versões de carga fechada e vidrada, e preços a partir dos 27.235 euros, mais IVA, um posicionamento agressivo num segmento cada vez mais competitivo e pressionado pela eletrificação das frotas.
Comerciais
MAN Truck & Bus prepara nova sede em Portugal com foco na eletrificação e assistência
A MAN Truck & Bus Portugal deu início à construção das futuras instalações em Castanheira do Ribatejo, num investimento que pretende reforçar a capacidade operacional da marca no mercado nacional e acompanhar o crescimento previsto para os próximos anos. A conclusão da obra está prevista para 2028.
A cerimónia de colocação da primeira pedra contou com representantes da MAN Truck & Bus e da autarquia de Vila Franca de Xira, assinalando o arranque oficial de um projeto que irá concentrar a sede da empresa, áreas administrativas, operação comercial, oficina e logística de peças.
As novas instalações serão construídas num terreno com cerca de 56 mil metros quadrados, propriedade da empresa há mais de duas décadas. A área coberta ocupará aproximadamente 4 mil metros quadrados.
Um dos destaques do projeto será a nova oficina, equipada com 16 linhas de assistência e uma largura total de 33 metros, permitindo trabalhar simultaneamente em dois autocarros. Segundo David Carlos, diretor-geral da MAN Truck & Bus Portugal, esta será “a maior oficina e a mais larga” da rede da marca.

O complexo incluirá também um novo armazém de peças com cerca de 500 metros quadrados e capacidade de armazenamento até seis metros de altura, reforçando a capacidade logística e de apoio pós-venda.
A futura sede terá ainda uma forte componente ligada à mobilidade elétrica. Estão previstos quatro postos de carregamento para camiões e autocarros elétricos com potência superior a 400 kW.
Os carregadores serão de acesso público e poderão ser utilizados tanto por veículos MAN como por modelos de outras marcas.
Além das áreas técnicas e administrativas, o novo centro irá acolher cerca de 70 colaboradores, sobretudo técnicos especializados em manutenção e reparação.
David Carlos sublinha que o objetivo do projeto vai além da construção de novas infraestruturas. “A ideia não é construir apenas edifícios, mas criar um espaço onde os colaboradores se sintam motivados e valorizados”, afirmou.

A MAN Truck & Bus Portugal matriculou cerca de 1800 veículos em 2025 e pretende aumentar esse volume em até 30% até ao final da década.
Além de Castanheira do Ribatejo, a marca prevê igualmente novos investimentos em instalações localizadas em Aveiro e no Porto.
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