Comerciais
Volkswagen inicia pré-vendas da nova geração da Transporter
A Volkswagen Veículos Comerciais pretende lançar os sucessores da Transporter 6.1 e Caravelle 6.1 já em 2025.
A fim de permitir o planeamento a longo prazo das frotas de veículos para todos os clientes-empresa e particulares, a Volkswagen Veículos Comerciais inicia no dia 14 de dezembro a pré-venda do novo Transporter, mas apenas na Alemanha, com preços a partir de 36.780 euros (líquidos), e se encomendado no início dos primeiros meses.
A próxima geração oferece equipamento de série significativamente expandido em comparação com os seus antecessores – incluindo um cockpit digital, ecrã central e os mais recentes sistemas de assistência – bem como uma gama completamente redesenhada de sistemas de arranque altamente eficientes. Com os novos modelos, a Volkswagen Veículos Comerciais desenvolveu pela primeira vez uma linha de produtos que estará disponível com motorizações turbodiesel, híbrida plug-in e elétrica.

Trará de série recursos como travão de estacionamento eletrónico e função Auto Hold, painel de instrumentos digital de 12 polegadas (Digital Cockpit), sistema de infoentretenimento (incluindo DAB+, Apple CarPlay, Android Auto, serviços online e tela sensível ao toque de 13″), volante multifuncional, sensor de chuva, sistema de permanência em faixa Lane Assist, assistente dianteiro de travagem autónoma de emergência e display dinâmico de sinalização de trânsito com aviso de desvio de direção.
A Volkswagen Veículos Comerciais oferecerá o novo Transporter como furgão com painel (sem janelas na traseira), furgão com painel Plus (com segunda fileira de bancos), furgão com divisória em L, Kombi (com vidros na traseira) e um veículo long dropside (com cabine dupla), além de um Caravelle (acabamento interno) em data posterior. Os modelos Kombi e furgão também estarão disponíveis opcionalmente com teto alto e distância entre eixos alargada. O tejadilho alto pode agora também ser combinado com a distância entre eixos mais curta.
O novo Transporter tem 5.050 mm de comprimento – um aumento de 146 mm em comparação com o antecessor. A distância entre eixos foi ampliada em 97 mm, para 3.100 mm, e haverá uma distância entreeixos opcional 400 mm maior. Com 2.032 mm, a sua largura externa é 128 mm maior que os antecessores (sem retrovisores exteriores).
Pela primeira vez, o novo Transporter terá propulsão híbrida plug-in (eHybrid) e propulsores totalmente elétricos (eTransporter) como alternativa aos motores turbodiesel (TDI) numa data posterior. As pré-vendas começam com os motores turbodiesel para veículos com homologação N1 – ou seja, furgão painel, furgão painel Plus, furgão painel com divisória em L e cabine dupla.
Os novos motores TDI estão disponíveis em três variantes de potência: 81 kW (110 CV), 110 kW (150 CV) e 125 kW (170 CV). Seguir-se-á uma propulsão híbrida plug-in com uma potência de sistema de 171 kW (233 CV) e quatro propulsores elétricos com 85 kW (116 CV), 100 kW (136 CV), 160 kW (218 CV) e 210 kW (286 CV).
As baterias dos modelos elétricos terão um teor energético (bruto) de 83 kWh. A versão base com o motor elétrico de 85 kW será proposta com uma bateria de 54 kWh (bruta). Os modelos TDI e eHybrid são de tração dianteira. O sistema de tração integral 4MOTION está disponível como opcional para as versões TDI a partir de 110 kW. Os modelos totalmente elétricos têm tração traseira. Uma versão de tração integral também está prevista para uma data posterior.
Comerciais
Farizon reforça presença em Portugal com mais um furgão elétrico
A Farizon entrou no segmento dos comerciais ligeiros elétricos com a V7E, um furgão desenvolvido de raiz para operação profissional e que começa agora a ser distribuído em mercados europeus como o português. A apresentação decorreu no ECar Show, onde o modelo foi mostrado como uma aposta direta no espaço em rápida transição entre motores a combustão e soluções elétricas para frotas.

Mais do que um produto de imagem, a V7E posiciona-se como uma proposta orientada para o cálculo frio do custo de utilização. A versão Max Range recorre a uma bateria de 67 kWh e assenta na plataforma elétrica dedicada GXA-M, do tipo “skateboard”, onde bateria e componentes estruturais são integrados de forma a libertar espaço útil de carga. O resultado é um furgão compacto no exterior — com cerca de 5 metros de comprimento, mas com um volume de carga que chega aos 6,95 m³, um valor competitivo face ao padrão do segmento.
A aposta da marca segue uma lógica clara: maximizar eficiência operacional. Com uma carga útil até 1.243 kg e uma altura de plataforma reduzida, o modelo foi pensado para facilitar operações de distribuição urbana e logística de última milha. As portas traseiras com abertura até 270 graus e a configuração interior reforçam essa vocação funcional, mais do que qualquer ambição de conforto ou refinamento.
Em termos de autonomia, a versão equipada com bateria LFP de 66,7 kWh anuncia até 475 km em ciclo urbano WLTP, embora esse valor dependa fortemente do tipo de utilização. O carregamento rápido em corrente contínua, até 97 kW, permite recuperar 20 a 80% da bateria em cerca de 18 minutos, um dado relevante para operações com tempo de paragem reduzido.

No interior, a V7E adota a linguagem típica dos comerciais modernos: digitalização funcional e sem excessos. O modelo inclui um ecrã central de 12,3 polegadas, painel de instrumentos digital e compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay, além de um conjunto de 18 sistemas de assistência à condução, posicionando-se no nível 2 de autonomia assistida.
A Farizon, marca do universo Geely, reforça assim a sua presença no mercado europeu de veículos comerciais elétricos com um produto claramente orientado para o custo total de propriedade. Em Portugal, a V7E chega já com versões de carga fechada e vidrada, e preços a partir dos 27.235 euros, mais IVA, um posicionamento agressivo num segmento cada vez mais competitivo e pressionado pela eletrificação das frotas.
Comerciais
MAN Truck & Bus prepara nova sede em Portugal com foco na eletrificação e assistência
A MAN Truck & Bus Portugal deu início à construção das futuras instalações em Castanheira do Ribatejo, num investimento que pretende reforçar a capacidade operacional da marca no mercado nacional e acompanhar o crescimento previsto para os próximos anos. A conclusão da obra está prevista para 2028.
A cerimónia de colocação da primeira pedra contou com representantes da MAN Truck & Bus e da autarquia de Vila Franca de Xira, assinalando o arranque oficial de um projeto que irá concentrar a sede da empresa, áreas administrativas, operação comercial, oficina e logística de peças.
As novas instalações serão construídas num terreno com cerca de 56 mil metros quadrados, propriedade da empresa há mais de duas décadas. A área coberta ocupará aproximadamente 4 mil metros quadrados.
Um dos destaques do projeto será a nova oficina, equipada com 16 linhas de assistência e uma largura total de 33 metros, permitindo trabalhar simultaneamente em dois autocarros. Segundo David Carlos, diretor-geral da MAN Truck & Bus Portugal, esta será “a maior oficina e a mais larga” da rede da marca.

O complexo incluirá também um novo armazém de peças com cerca de 500 metros quadrados e capacidade de armazenamento até seis metros de altura, reforçando a capacidade logística e de apoio pós-venda.
A futura sede terá ainda uma forte componente ligada à mobilidade elétrica. Estão previstos quatro postos de carregamento para camiões e autocarros elétricos com potência superior a 400 kW.
Os carregadores serão de acesso público e poderão ser utilizados tanto por veículos MAN como por modelos de outras marcas.
Além das áreas técnicas e administrativas, o novo centro irá acolher cerca de 70 colaboradores, sobretudo técnicos especializados em manutenção e reparação.
David Carlos sublinha que o objetivo do projeto vai além da construção de novas infraestruturas. “A ideia não é construir apenas edifícios, mas criar um espaço onde os colaboradores se sintam motivados e valorizados”, afirmou.

A MAN Truck & Bus Portugal matriculou cerca de 1800 veículos em 2025 e pretende aumentar esse volume em até 30% até ao final da década.
Além de Castanheira do Ribatejo, a marca prevê igualmente novos investimentos em instalações localizadas em Aveiro e no Porto.
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