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Os maus hábitos dos condutores de veículos pesados

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Condução camiões

Estudo com condutores de veículos pesados conclui que muitos profissionais guiam com apenas uma das mãos no volante. Mas há mais…

 



A investigação foi realizada em território espanhol pelo observatório da empresa Autopistas do grupo Abertis, e traz dados muito interessantes que podem melhorar a segurança em autoestradas e fomentar os bons hábitos de condução para camiões e outros veículos pesados.

Para analisar a sinistralidade em veículos pesados nas autoestradas, foram tidos em conta fatores como a utilização das faixas, piscas e outras sinalizações, cintos de segurança, manipulação de objetos durante a condução, o respeito pela distância de segurança e o perigo de não levar as duas mãos no volante. É neste último ponto que surgem os dados mais significativos: 63,1% dos condutores observados conduzia apenas com uma mão.

Este comportamento implica uma perda de precisão na condução, aumentar os tempos de manobra caso seja necessário fazê-la, impossibilitando retomar a marcha caso se perca o controlo, provocando uma guinada ou até o chamado efeito “tesoura”.

Os camiões estão em 23% dos acidentes em autoestrada

Os dados deste estudo, realizado no país vizinho, provêm de mais de 66 mil veículos pesados que foram analisados nas autoestradas AP-7 e C-33. As conclusões podem ser extrapoladas não só para a rede viária espanhola, como também para a portuguesa, até porque estas estradas são cruzadas por imensos camiões de matrícula portuguesa.

A primeira conclusão que este estudo expõe é que os veículos pesados estão presentes quase em 1 de cada 4 acidentes nas autoestradas. Entre os fatores que promovem esta sinistralidade estão: distrações ao volante (40% dos casos) e infrações (38% dos casos). Já a velocidade (5,8%), o cansaço e a sonolência (5,2%) ou a não utilização do cinto de segurança (1,3%) também são fatores presentes, ainda que em menor escala.

Uso das vias e ultrapassagens

Em estradas com três ou mais vias em cada sentido, os veículos pesados podem apenas utilizar a via da direita ou a segunda mais à direita. No entanto, o estudo revela que o trânsito é uma condicionante para que se cumpra esta regra. 99,2% dos camiões circulavam pela via da direita em zonas com pouco movimento, mas 27,4% recorriam à terceira faixa quando o trânsito aumentava.

Cumprir com  esta utilização correta das vias é fundamental para reduzir riscos neste tipo de estradas, facilitando também as ultrapassagens. O estudo centrou-se ainda no uso dos “piscas” por parte dos veículos pesados durante as ultrapassagens. Nesse sentido, 88,9% fazia-o corretamente.

29% dos passageiros de veículos pesados não usa cinto

A distância mínima de segurança é a distância percorrida entre a reação perante um imprevisto e o tempo que o veículo demora a parar. O estudo teve em conta este facto e registou que 8,4% dos camiões não a respeitam totalmente quando circulam atrás de outro camião. No caso de o fazerem atrás de um carro, este número desce aos 6,5%.

Melhores resultados no que toca ao uso do cinto de segurança, com apenas 2,6% a não fazer uso do mesmo. Já os passageiros em veículos pesados não seguem a regra, sendo 29% os que não levam o cinto colocado.

Condução de pesados

Manipulação de objetos e distrações

A manipulação de objetos como telemóveis, comida, ou cigarros ao volante são motivo de distrações graves que, como vimos, é o principal fator para a sinistralidade de veículos pesados em autoestradas.

O estudo indica que, segundo a densidade do trânsito, os condutores cometem este tipo de imprudências em partes com muito movimento (3,4%) e em zonas com pouco movimento (5,6%). Juntamente com outros fatores como o cansaço, 3,6% dos camiões pisavam as linhas da estrada, chegando mesmo a invadir a via ao lado.

 

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São 80 as Ford E-Transit que se juntam à frota da DPD em Portugal

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O operador de transporte expresso DPD vai passar a contar com mais 80 viaturas elétricas Ford E-Transit que se vêm juntar às 207 que já se encontram em operação em 14 cidades portuguesas.



O investimento está inserido na estratégia de descarbonização da frota da DPD em Portugal, sendo esta uma das principais medidas definidas pela Geopost, que detém a DPD, permitindo ao operador de transporte expresso tornar-se Net Zero até 2040, antecipando em dez anos o cumprimento dos objetivos do Acordo Climático de Paris, garantindo uma redução de 90% nas emissões poluentes, sendo os restantes 10% compensados através de outras medidas e projetos implementados pelo grupo.
“A DPD está consciente do impacto ambiental da sua atividade e do setor das entregas como um todo, pelo que está comprometida em estar na vanguarda da sustentabilidade”, afirma Olivier Establet, CEO da DPD Portugal.


“Este novo investimento vem reafirmar a nossa missão de descarbonizar o mercado doméstico do transporte expresso, enquanto impulsionadores de uma mobilidade mais verde e de um planeta mais sustentável”, acrescenta o responsável do do operador de transporte expresso.
A opção da DPD recaiu no furgão elétrico L4H3, cujo compartimento de carga com um comprimento de 4,26 metros, largura entre as cavas das rodas de 1,39 metros e altura de 2,03 metros, permite disponibilizar um volume útil de até 15,1 m3.

A bateria de iões de lítio com capacidade de 68 kWh permite percorrer mais de 300 quilómetros entre carregamentos, operação essa que demora cerca de sete horas num carregador de 11 kW ou 34 minutos para recuperar o nível de carga de 15% a 80% num posto rápido com potência de 115 kW.
Por seu lado, João Ferro, Gerente Delegado da Ford Lusitana, refere que “sendo a produtividade e a sustentabilidade os principais eixos das duas empresas, é, para a Ford Pro, um orgulho poder colaborar com a DPD no seu objetivo de maximizar a inovação da sua frota”.
O responsável da Ford Lusitana salienta que a marca conta com a “gama de veículos comerciais líder de vendas na Europa nos últimos nove anos, cujo ‘ponta de lança’ é a E-Transit, a viatura elétrica de duas toneladas mais vendida da Europa em 2023”.
Atualmente, 30% da frota da DPD Portugal há é elétrica. Com o investimento previsto para este ano, espera-se que essa percentagem cresça para os 35%, passando assim a existir em circulação em Lisboa, no Porto, no Seixal, na Guarda, em Coimbra, em Évora, em Viseu, em Leiria, em Faro e no Funchal.

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Scania faz mais de 3500 km na Europa em modo elétrico

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Dois camiões Scania em destaque na Transpotec 2024: o Super 460 R, vencedor do “Green Truck 2024”, e o 45 S, 100% elétrico. Este último, que participou numa viagem europeia, revelou um consumo de energia excecional e um desempenho surpreendente nos seus 2.000 quilómetros percorridos da Suécia a Itália.



Na Scania, promovemos a mudança para um sistema de transportes sustentável para a sociedade, o ambiente e a empresa, disponibilizando soluções e conhecimentos que vão muito além da tecnologia. Um dos objetivos mais ambiciosos desta década é reduzir significativamente as emissões de carbono das operações, infraestruturas, cadeia de abastecimento e produtos em utilização. As emissões dos veículos representam um enorme desafio, mas também uma incrível oportunidade para os fabricantes. Graças à sua abordagem inata à economia circular e à procura cada vez maior de sustentabilidade em todas as suas formas na Europa, a Scania oferece soluções destinadas a apoiar esta transição.

É por esta razão que a Scania apresenta dois dos melhores camiões já fabricados na zona de test drive da Transpotec 2024, feira europeia sobre a inovação nos transportes e na logística: o Super 460 R, vencedor do “Green Truck 2024” e o elétrico 45 S. Este último, caracterizado por 450 kW de potência (equivalente a 610 hp), um binário de 3.500 Nm e uma capacidade de 624 kWh, está a participar numa viagem europeia pela Suécia, Dinamarca, Alemanha, Suíça, Itália e Países Baixos, sendo a mais recente geração elétrica desenvolvida pela Scania, com a Northvolt a fabricar as células da bateria. Nos testes, as células de iões de lítio revelaram uma durabilidade excecional de até 1,5 milhões de quilómetros, equivalendo a toda a vida útil do veículo. Produzidas com eletricidade de fontes renováveis no norte da Suécia, a pegada de carbono das células constitui cerca de um terço da pegada da indústria de referência.


Nos primeiros 2000 quilómetros de um percurso de 3500 km, registaram um consumo médio de energia de 1,25 kWh/km a uma velocidade média de 80 km/h e uma massa total no solo de 40 toneladas. O desempenho do veículo foi monitorizado através da aplicação Scania Driver, que forneceu valiosos dados sobre a autonomia, assim como pontos sugeridos para paragens de carregamento que também podem ser geridas por um gestor de frota através do portal MyScania. O desempenho registado durante o percurso foi extremamente fiel às simulações previamente efetuadas com um software Scania para planeamento da viagem.

Atualmente já é possível uma missão de transportes pesados elétricos em toda a Europa: O camião elétrico da Scania demonstrou um ótimo desempenho energético, fiabilidade e uma experiência de condução incomparável, mediante articulação com uma infraestrutura de carregamento público disponível e em constante evolução. O recarregamento em estações públicas foi efetuado tirando partido do Ponto de Acesso Scania (Scania Charging Access, ainda não disponível em Espanha e Portugal), o primeiro serviço europeu do género que permite identificar infraestruturas de carregamento adequadas para camiões pesados a preços previsíveis e transparentes e com uma faturação simplificada.
Para muitas empresas de transporte e logística, a implementação de cadeias de abastecimento sustentáveis tornou-se uma prioridade.

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